Alimentação saudável

Meu filho não come. Como lidar? Dicas práticas para a sua família

Seu filho não come ou é extremamente seletivo com a comida? Toda vez na hora das refeições é uma verdadeira batalha? Saiba que a situação se repete com muitas famílias, deixando os pais extremamente frustrados.

E é compreensível o sentimento de decepção! Afinal, queremos ver os filhos bem e saudáveis, o que inevitavelmente passa por uma alimentação variada e de qualidade.

Então, como lidar com isso sem criar uma relação negativa com os alimentos ou a hora de comer? Confira dicas para os pais, considerando a faixa etária da criança.

Como lidar se o seu filho não come

– Entre 6 e 12 meses

A fase marca o início e a consolidação da introdução alimentar. É um período em que a criança está se acostumando com os sabores, aromas e texturas. Então, é natural que o bebê não coma muito, faça caretas ou até recuse determinados alimentos.

Os pais precisam controlar as expectativas e entenderem a introdução como um processo gradual e que varia conforme a criança. Assim como algumas em poucas semanas já comem bem e de tudo, outras precisam de mais tempo e paciência.

Até um ano o leite (materno ou fórmula, conforme a indicação do profissional de saúde que acompanha o bebê) continua tendo um papel central de nutrição. Os demais alimentos vão complementando o cardápio infantil aos poucos.

O segredo aqui é ter uma rotina consistente com horários para a alimentação. Não descarte um alimento só porque o mesmo foi rejeitado na primeira vez. Ofereça novamente em outro dia ou até em uma consistência diferente. A dica é ir testando os sabores até descobrir o que mais agrada a criança.

O BLW pode ser uma alternativa ou mesmo funcionar bem quando combinado com a introdução alimentar tradicional. Ele consiste em deixar a criança explorar os alimentos com as próprias mãos.

Ao invés de sucos, sopas e papinhas, os pais oferecem a comida em pedaços maiores (seguindo instruções de segurança para prevenir qualquer engasgo) e deixam a criança tocar, amassar, levar à boca, enfim, descobrir o comer por conta própria.

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Dá bagunça? Até pode ser! Mas nada que não possa ser controlado com babadores. Uma sugestão são os modelos com bolso frontal, que evitam que os alimentos caiam no chão. As opções em silicone também são fáceis de limpar.

– Entre 12 e 24 meses

A partir do primeiro aniversário, o ritmo de crescimento da criança tende a diminuir um pouco e isso pode influenciar o apetite. Também por volta dos 18 meses alguns pequenos passam a impor as suas vontades e isso reflete na alimentação.

É fundamental os pais manterem a oferta de alimentos variados, não cedendo exclusivamente aos desejos culinários dos pequenos. Se o seu filho ama macarrão, tudo bem colocar isso no cardápio. O importante é não reduzir as opções de comida apenas ao que a criança quer, estimulando sempre para que ela prove novos sabores.

Outra dica é não substituir as refeições. Muitos pais, no desespero de fazer a criança comer, trocam o almoço ou jantar por bolachas, iogurtes ou leite. Isso cria uma associação negativa para a criança, que vai entender que terá sempre um substituto quando não quiser a comida.

Vale também a sugestão de inovar na apresentação das refeições. Um prato diferente e alimentos coloridos podem ajudar a tornar a hora de comer mais divertida e interessante!

– A partir dos 24 meses

Depois dos 2 anos as crianças já possuem um entendimento melhor das situações. Assim, é possível trabalhar qualquer dificuldade alimentar com diferentes estratégias.

Uma delas é envolver o seu filho com a comida. Chame a criança para cozinhar e transforme o momento em uma oportunidade de tempo em família. Falem sobre receitas, conte sobre seus alimentos favoritos, ensine a quebrar um ovo, deixe colocar a mão na massa!

Também convide seu filho para ir à feira ou ao supermercado. Mostre os alimentos e façam escolhas saudáveis juntos.

Na hora de comer, é importante juntar a família na mesa sempre que possível e fazer disso um hábito. Evite aparelhos tecnológicos (como TV, tablets e celulares) e outras distrações.

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Destacamos que se a criança não come é válido observar e acompanhar com o pediatra ou nutricionista, para garantir que a saúde não seja prejudicada.

Ananda Etges

Jornalista e projeto de mãe de dois, o Vítor e a Clara. Mora em Liverpool/Inglaterra com a família e trabalha home office com a loja mais linda do mundo: a BB + Lindo.